O carro autônomo do Google está em fase de testes e deve ser vendido em 2020, se for regularizado pelas autoridades

Se o futuro são os carros que dirigem sozinhos, o presente são os testes para que a novidade seja segura e eficaz. O carro autônomo do Google, gigante da tecnologia no mundo, já está sendo testado, provando que, em breve, veículos com inteligência artificial vão dominar as ruas e as estradas.

O lançamento do primeiro projeto de automóvel autônomo da empresa foi em 2010, nos Estados Unidos. Quatro anos depois, em 2014, o Google anunciou um novo veículo, que, ao contrário do original, não apresenta pedais nem volante, dispensando completamente a intervenção humana.

carro autônomo do google lançamento 2010

Os carros são do modelo LEXUS RX450h e Toyota Prius e utilizam sensores do tipo Light Detection And Ranging (LIDAR) em cima do veículo, capazes de detectar a luz e formar um mapa 3D de até 60 metros do local em que se encontram. Uma câmera superpotente identifica os objetos e sinais de trânsito, enquanto que sensores dianteiros e traseiros medem a distância dos obstáculos. Todos esses dados são enviados para equipamentos que processam as informações e um computador toma a decisão sobre a próxima ação do veículo. Além disso, outro computador, embaixo do painel e imperceptível aos ocupantes, fica responsável pela navegação, e faz com que o carro execute movimentos como aceleração e frenagem.

lexus carro autônomo do google

LEXUS RX450h do Google

Como está se saindo o carro autônomo do Google

Já são quatro cidades nos Estados Unidos por onde os veículos estão circulando. Em seis anos de testes, foram registrados 13 acidentes envolvendo o automóvel, sendo que apenas um deles foi causado pelo próprio exemplar e outro deixou duas pessoas levemente feridas, de acordo com dados divulgados pelo Google. Com mais de 670 mil quilômetros percorridos, foram contabilizadas 272 falhas técnicas e quase 300 vezes em que a intervenção humana foi necessária.

Até o momento, o carro autônomo do Google está sendo testado com a presença de um motorista dentro do veículo, responsável por supervisionar a experiência, identificar instabilidades e corrigir erros. A necessidade de uma pessoa habilitada também está prevista na lei, e, por enquanto, se deparar com um carro sem nenhum ocupante ainda não é possível.

logo do carro autônomo do google

A empresa já está em negociação com as autoridades norte-americanas para acelerar a introdução dos carros no país. A intenção é de formular a regulamentação necessária em parceria com o Departamento de Transportes para comercializar o veículo em 2020.

Os prós e contras do carro autônomo do Google

Como toda novidade, o assunto ainda vai render muitas discussões. Mas, por enquanto, o carro que dirige sozinho não causou espanto na população, o que pode significar um bom nível de aceitação quando finalmente os modelos chegarem às lojas.

Entre as vantagens de um veículo autônomo, a inteligência é uma delas, já que eles são preparados para não funcionar em situações que coloquem os passageiros em risco, como, por exemplo, dirigir em alta velocidade e se aproximar demais do carro à frente. Dessa forma, o trânsito fica mais seguro, com queda no número de acidentes, conforme reportam os testes até agora, e com menos multas cometidas, pois o veículo segue à risca todas as instruções encontradas pelo caminho. Além disso, o veículo se torna uma alternativa para pessoas que não podem dirigir e dispensa até mesmo a carteira de motorista. A qualidade de vida dos habitantes da cidade também pode ser impactada, já que o tempo gasto na locomoção pode ser usado para realizar outras atividades que não causam estresse, como ler um livro.

carro autônomo do google identifica possiveis acidentes

Entre as críticas desse sistema inovador está o comportamento extremamente precavido do automóvel. Graças à inteligência artificial, o freio é acionado a cada sinal de perigo e as curvas realizadas são demasiadamente abertas, situações que podem ser facilmente contornadas por um motorista humano. O Google já está trabalhando para resolver esse imprevisto, e tenta aproximar cada vez mais o comportamento do veículo com o de um motorista de pele e osso.

O preço também tende a ser um empecilho para a popularização do automóvel, já que, como toda novidade tecnológica, deve chegar bem acima do preço de um carro popular. Os amantes das quatro rodas também estão reclamando, pois a emoção de colocar as mãos no volante e acelerar não existiria mais. Outra dúvida é quem será responsabilizado em caso de acidentes, pois os testes já mostraram que eles podem, sim, acontecer. Taxistas e motoboys também podem se sentir ameaçado, pois, em larga escala, a autonomia poderia substituir a utilidade da presença humana para a prestação dos serviços.

diversos carros autonômos do google

Enquanto isso…

Os carros de hoje já são capazes de muitas atitudes inteligentes, como ensinar a dirigir de forma econômica com alertas sobre troca de marcha, funcionamento no modo “piloto automático”, com a manutenção da velocidade desejada, e já são capazes de chamar o resgate em caso de acidente. No entanto, só um seguro auto é capaz de proteger contra todos os imprevistos que podem atingir um automóvel, como um furo no pneu, uma falha mecânica ou o temido furto ou roubo.