Multas de trânsito vão muito além do valor a ser; descubra outras consequências das infrações cometidas enquanto dirige

Para manter a segurança, é fundamental que os motoristas cumpram todas as leis e para não tomar multas de trânsito. No entanto, nem todos têm paciência ou prestam atenção às atitudes prudentes na hora de dirigir e se arriscam a ser multados ou, ainda pior, causar acidentes de trânsito.

No caso das multas, as penalidades estão prevista no Código de Trânsito Brasileiro do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Elas acompanham uma infração, que podem ser classificadas como leve (três pontos), média (quatro pontos), grave (cinco pontos) e gravíssima (sete pontos), sendo que, para cada tipo infração, há um valor fixo para as multas de trânsito e uma pontuação para a carteira de habilitação, de acordo com a gravidade da ação. Por isso, dizer que recebeu uma “multa grave” é equivocado: o que é grave é a infração! Além disso, algumas incluem ainda uma medida administrativa, como a remoção ou retenção do veículo.

O motorista que foi flagrado por radares ou agentes de trânsito cometendo uma infração é multado e recebe em casa, primeiramente, uma notificação sobre a infração. Após ser notificado, é preciso aguardar a chegada da multa, que vem com o boleto para realizar o pagamento no banco. Caso o destinatário não seja o autor da conduta, é possível entrar com um recurso, num prazo de 60 dias após a emissão, no site do Detran ou na instituição mais próxima, apresentando uma justificativa e os documentos necessários para a defesa.

guarda aplicando multas de trânsito nos carros

As infrações mais comuns nas multas de trânsito

Ao dirigir, o motorista pode cometer infrações mesmo de forma inconsciente, como, por exemplo, ao utilizar o celular ou pegar o carro após ingerir bebida alcoólica, e também proposital, nas vezes em que decide dar o típico jeitinho brasileiro ao estacionar em locais proibidos “porque era rapidinho” ou deixar de utilizar o cinto pois “o lugar era perto”.  Lei é lei, e existe para ser respeitada e manter motoristas, passageiros e pedestres em segurança enquanto circulam pelas ruas. Fique atento para não infringir esse direito fundamental:

Dirigir sob o efeito de álcool

Diversos artigos do CTB foram alterados no ano de 2012. Desde de então, o condutor que dirigir com qualquer concentração de álcool ou outra substância psicoativa que determine dependência está sujeito às penalidades. Dessa forma, a ideia é evitar o perigo dessa combinação, praticada por 21% dos motoristas que se envolvem em acidentes no país.

A pena para este crime, considerado infração gravíssima, é o pagamento de uma multa de trânsito de R$ 1.915,40 e a perda do direito de dirigir por 12 meses, com retenção do automóvel. Se houver reincidência, o valor da multa dobra e o motorista pode ser preso, sem direito à fiança ou a responder o processo em liberdade. Em breve, a recusa ao realizar testes para constatar o nível das substâncias poderá levar uma multa de quase R$ 3 mil pela conduta.

multas de trânsito sendo aplicada por dirigir alcoolizado

Usar o celular ao volante

Se o motorista desviar os olhos da estrada a 100 quilômetros por hora para ler uma mensagem recebida, terá percorrido 120 metros totalmente às cegas. É neste momento em que podem acontecer acidentes de consequências fatais.

Até 5 de novembro de 2016, a infração ainda é considerada média, com 4 pontos na CNH e multa de R$ 85,13. Após a data, o ato será gravíssimo e custará R$ 293,47, acompanhando a tendência de outros países. No entanto, a lei não proíbe o uso de equipamentos que deixam as mãos do motorista livres, como a conexão Bluetooth e o comando de voz, uma boa opção para quem não consegue se desconectar.

multas de trânsito por dirigir usando o celular ao mesmo tempo

Não usar cinto de segurança

A multa de trânsito por não usar o cinto de segurança foi uma das mais cometidas na última temporada de férias em todo o país. A infração grave rende 5 pontos na carteira e R$ 127,69 a menos no bolso do motorista. Se forem identificadas crianças sem os devidos equipamentos de segurança, como as cadeirinhas adequadas para a faixa etária, a infração passa a ser considerada gravíssima, com multa de R$ 191,54.

Entre as desculpas mais ouvidas para não afivelar o cinto de segurança, estão o incômodo, o calor e deslocamentos próximos, mesmo para os passageiros do banco de trás. No entanto, é preciso ponderar, pois 8 mil mortes poderiam ser evitadas todos os anos e a chance de lesões graves caem para 45% ao invés de 75% quando os ocupantes estão protegidos.

multas de trânsito por não utilizar o cinto de seguranca

Rachas e ultrapassagens perigosas

Os dois principais motivos de mortes nas estradas brasileiras, principalmente entre os jovens, são infrações gravíssimas, com punições tão pesadas quanto as dos motoristas que dirigem após ingerir bebida alcoólica. Nos últimos anos, os valores aumentaram entre 450% e 900% e também chegam a R$ 1.915,40. A penalidade inclui, ainda, a suspensão do direito de dirigir e a retenção do veículo. Os reincidentes pagam o dobro do valor na segunda vez.

multas de trânsito no brasil por rachas

Estacionamento indevido

Não é só estacionar em local proibido que pode ser considerado infração de trânsito. Veículos estacionados a mais de um metro da calçada, em lugares com restrição de horário, no acostamento, na esquina, próximo a pontos de ônibus, na contramão, onde houver guia rebaixada para entrada e saída de veículos, em viadutos, em fila dupla e na faixa de pedestres também pode render multas, que variam entre leves e gravíssimas. Com tantos critérios, é necessário ficar atento para não ter, ainda, o automóvel guinchado pelas autoridades.

multas de trânsito por estacionar em local indevido

 

As multas de trânsito podem ser evitadas, só depende de você! Já para acidentes, a história não é a mesma, por isso, é muito importante ter um seguro auto!