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Peças usadas para carros, será que você economiza mesmo?

Peças usadas, veja se este é mesmo o tipo de economia que você quer.

peças usadas de carro

Quando o assunto é automóvel, a principal preocupação deve ser a segurança, e para isso a manutenção regular é indispensável. Motorista responsável sabe que vale a pena gastar mais em peças originais do que apostar no barato colocando itens usados ou recondicionados, que além de quebrarem sem aviso prévio bem mais rapidamente, ainda podem causar acidentes graves e irreparáveis. É verdade que algumas delas só comprometem a estética, mas outras podem colocar em risco a vida de todos os tripulantes e de quem cruzar o seu caminho. Na dúvida, o melhor a fazer é buscar ajuda e informação para que a tal da economia não acabe sendo um tiro no pé. Se você tiver um seguro auto, pode ligar e recorrer a um auxílio para tirar as possíveis dúvidas que forem surgindo.

Procon alerta: usar peça usadas para carros de qualidade inferior é crime

A diferença de preços é grande, podendo chegar a 50%, o que acaba atraindo quem está com orçamento apertado. E aí fica a eterna dúvida, economizar ou investir na durabilidade? Sim, porque muitas vezes a peça quebra dois ou três meses depois de colocada, tendo que ser reposta novamente – e assim uma peça usada acaba saindo praticamente pelo preço da original. Economia meio esquisita e dor de cabeça na certa.  Os preços, no entanto, são realmente atraentes. Para se ter uma ideia um farol usado do Gol 2013/2014 pode ser encontrado por R$ 169 no mercado paralelo, enquanto um original você não encontra por menos de R$ 300.

Mas se o problema fica resolvido na conta bancária, lá entre quatro pneus a conversa é diferente. Você pode até não saber, mas para os mecânicos o Procon faz uma advertência: usar peças de segunda mão ou que não são originais é crime passível de cadeia e disposto no artigo 70 do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Para que não seja configurado crime o mecânico precisa ter uma autorização por escrito do proprietário do veículo afirmando que ele pode usar peças de qualidade inferior. O artigo 21 do CDC afirma ainda que as peças devem ser originais, adequadas e novas. E o assunto é bem mais sério do que você imagina. A pena prevista é de três meses a um ano de cadeia e pagamento de multa.

Quando vale a pena comprar uma peça usada

Em alguns casos as peças usadas podem realmente significar uma economia vantajosa, principalmente quando o máximo que é prejudicado no carro é a sua estética. É o caso de jogos de bancos, faróis, volantes, lanternas e até partes da lataria, como paralamas, para choques e capôs. Nestes casos a economia vale a pena, mas quando o item é responsável pela segurança do carro, como um jogo de amortecedores, por exemplo.

Como ele é o responsável pelo perfeito funcionamento da suspensão, garantindo a estabilidade e a boa dirigibilidade, podem comprometer a estrutura do automóvel se estiverem em más condições. Apesar do preço atraente e da facilidade de serem encontrados no mercado, eles podem significar um perigo real para motorista e passageiros.

O que acontece com a maioria dessas peças usadas é o recondicionamento, quando peças originais passam por uma espécie de reforma que, na verdade, serve apenas para mascarar itens já comprometidos. O desempenho da suspensão é comprometido, levando a trepidações, aumentando a distância de frenagem, causando perda de estabilidade, causando ruídos e desgastando os pneus prematuramente. Uma vez recondicionado, o amortecedor, assim como todas as demais peças, perdem a certificação do Inmetro, que é a garantia de excelência para o consumidor.

Quais os tipos de peças usadas que existem no mercado

As normas técnicas estabelecidas pela associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e certificadas pelo Inmetro definem a categoria de cada peça. É bom lembrar que o uso de peças piratas é crime e, em caso de acidente com lesões corporais ou morte pelo uso de itens sem especificações pode haver processo penal. Por isso, conheça os tipos de peças ofertados no mercado para você não se confundir na hora da compra – ou da autorização para o mecânico.

Peça de reposição original

Também conhecida como legítima ou genuína, ela é feita pelos mesmos processos de fabricação, tecnologia e especificações da montadora para substituir a que veio de fábrica. Têm garantia e são mais duráveis.

Peça de reposição ou pós-venda

É uma peça que pode ser trocada pela de um fabricante concorrente, tem características de intercambialidade, podendo ou apresentar as mesmas especificações ou qualidade da original.

Peça remanufaturada

É uma peça original, usada, que foi submetida a um processo industrial pelo próprio fabricante ou estabelecimento autorizado pelo fabricante original para recuperação de suas funções e requisitos técnicos. O condicionamento é feito de forma correta e segura, garantindo a qualidade do produto.

Peça recondicionada

Pode ser uma peça de qualquer um dos tipos anteriores submetida a processamento técnico para restabelecimento de suas funções, mas não possuem especificações genuínas ou padrões de qualidade. São apenas trocados itens com defeito sem orientação do fabricante original.

Peça pirata

São peças falsificadas e sua comercialização é crime com responsabilidades penais. O estabelecimento comercial que for pego vendendo peças piratas pode ser enquadrado na Lei da Propriedade Industrial (Lei 9.279/96), no CDC (artigo 65) e no Código Penal (artigo132).

Peças usadas e originais, você sabe reconhecer?

Às vezes é difícil para o leigo reconhecer que tipo de peça é aquela, por isso vale a penas prestar atenção em algumas dicas para não levar gato por lebre.  Com um pouco de atenção e um investimento a mais você garante a segurança do seu carro e a durabilidade do serviço, fazendo com que o investimento tenho um bom retorno a médio prazo.

  • Cerca de 90% das peças originais são vendidas em caixas fechadas, e os 10% restantes são peças de lataria, mas todas carregam o selo ou emblema marcado da montadora.
  • Não compre apenas pela aparência, porque há peças usadas, recondicionadas ou piratas que são bastante parecidas com as novas. No entanto não há como garantir a qualidade apenas pela aparência.
  • Dificilmente as peças usadas têm data de validade.
  • Exija e guarde sempre a nota fiscal entregue pela oficina, ela é a garantia se precisar fazer uma troca. Através dela você pode garantir seus direitos na hora de uma revisão ou troca de item.

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1 Comentário

  1. martelinho

    esse martelinho de ouro é uma excelente ferramenta.. obriagdo pela dica

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